Dois superpetroleiros atingiram minas navais na sexta-feira ao tentar usar o que a Marinha da IRGC descreveu como uma rota sul não autorizada pelo Estreito de Ormuz, afirmou a força iraniana em comunicado divulgado pelo investingLive. A nota relatou explosões e incêndios. O relato vem de um dos lados da guerra e não foi confirmado de forma independente; nenhuma das reportagens que li oferece uma segunda versão dele.
Esse é o cenário dos alertas trocados nesta semana por Washington e Teerã, e o petróleo se moveu com eles. O Brent foi negociado a $117,27, seu maior nível desde maio, enquanto o WTI subiu $4,21, para $103,74, segundo o investingLive.
Números-chave
- $117,27 petróleo Brent, o maior nível desde maio
- $103,74 petróleo WTI, alta de $4,21 no dia
- 2 superpetroleiros que, segundo a Marinha da IRGC, atingiram minas perto de Ormuz na sexta-feira, sem confirmação independente
- Final de fevereiro quando começou a guerra entre EUA e Irã, segundo o Hindustan Times
Trump aponta para nova operação
Em declarações a jornalistas na quinta-feira, o presidente dos EUA disse que poderia “ir um pouco mais longe” para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear, informou o Hindustan Times. Em um comício de campanha no Sioux Gateway Airport, em Sioux City, Iowa, ele disse que o conflito com o Irã terminaria em breve, “de um jeito ou de outro”.
Em outras falas no comício, relatadas pelo investingLive, ele disse que os EUA podem realizar “outra operação” contra o Irã. A mesma reportagem lembra que ele havia dito antes que não haveria ataques antes das eleições de meio de mandato.
Ameaça de Teerã cita alvos civis
O Irã alertou que, se os ataques dos EUA e de Israel contra seu território forem retomados, sua resposta iria além das bases militares americanas e atingiria aeroportos, oleodutos e outras infraestruturas civis em países vizinhos da Ásia Ocidental. O alerta foi noticiado pelo The Wall Street Journal e repercutido pelo Hindustan Times.
A primeira fase da guerra dá uma medida do que isso significa. Ataques iranianos causaram graves danos a bases aéreas dos EUA, embaixadas e ao quartel-general da 5ª Frota dos EUA no Bahrein, e atingiram instalações energéticas e industriais nos Emirados Árabes Unidos, uma grande usina de gás no Catar e aeroportos em Dubai, no Kuwait e no Bahrein. Navios foram atacados e civis morreram desde o início dos combates.
Teerã afirma que qualquer nova rodada seria mais destrutiva, num momento em que as forças armadas dos EUA e de países árabes estão com falta de interceptadores de defesa aérea, e os estoques de Israel também estão sob pressão, segundo a reportagem do WSJ. Analistas estimam que o Irã tenha de centenas a milhares de mísseis balísticos, e autoridades dos EUA e da região acreditam que uma produção limitada foi retomada usando componentes estocados e instalações subterrâneas. O chanceler Abbas Araghchi escreveu no Financial Times que novos ataques colocariam em grande risco vidas civis, o bem-estar dos países da região e a economia global.
O estreito continua bloqueado
O Estreito de Ormuz continua fechado e os esforços por um acordo de paz estão num impasse, informou o Hindustan Times. Essa é a parte da história que afeta mais diretamente o mercado de petróleo.
Em palavras simples: um estreito é uma passagem marítima estreita, e os petroleiros que carregam nos portos do Golfo precisam passar por este. Quando a rota é bloqueada ou navios nela são atacados, barris já produzidos não conseguem chegar às refinarias no prazo, e os compradores disputam com mais força as cargas que já estão no mar. É essa disputa que aparece no preço do petróleo.
